sábado, outubro 30, 2004

Eu hoje

quero a sensação de ter tudo a dizer, mas não dizer nada! Quero os suspiros contidos em pensamentos distantes; o gosto da novidade; o andar distraído...
Quero a ausência das pretensões, torpor de calor e as rimas fáceis da vida versada sem versos... Versada aos parágrafos, aos aglomerados de palavras, aos impulsos, e às enumerações sem fim - que espero não cansem o leitor.
A semana explodiu em novidades! Quando o sonho vira real fica estranho acordar sonhando... Deliciosamente estranho! Caminho meio que sem freios por aí, como se finalmente soubesse pra onde estou indo. Mesmo que não tenha a menor idéia do que vou encontrar na esquina.
Estou em extase pelos elogios fáceis e pelas rejeições incompreesíveis! Minha alma mudou e o corpo acompanha, sou eu e sou outra; a mesma, mesmo que nem sempre me reconheça. Sinto a menina crescendo. Algo como uma invasão mulher que toma conta sem aviso mas continua moleca, sem muito medo da vida e tentando perder cada vez melhor o juízo.

4 comentários:

Lidia disse...

Muito bem, Ná!
Daqui, estou torcendo por vc!
Beijão

MárcioPress disse...

Olá, Nádia!
Que grata surpresa visitar (não sem alguma dificuldade) seu blog. Testemunhar sua sensibilidade, bom gosto e objetiva subjetividade (se me permite o trocadilho). Você é uma Drummondiana legítima. Conhecê-la pessoalmente e via texto confessional confirmaram isto. A acidez e tenacidade com se expressa oralmente aparentemente contrasta com o lirismo e até doçura de seu verbo escrito, muito embora, e desculpo-me por isto, eu não tenha podido dar a seu blog a atenção necessária, coisa que pretendo remediar o mais rapidamente possível. Desculpo-me também por formas e conteúdos de minha mensagem que possam lhe parecer toscos. Cérebro e alma mal cuidados podem nos deixar assim, enferrujados e despreparados na condução e expressão do afeto mais simples. Então, a fim de não arriscar-me por incertas e desconhecidas veredas que pense dominar, direi apenas que gosto muito de você e de seu blog que estarei visitando com freqüência. Quando vier a Rio Preto, não deixe de entrar em contato, se quiser. Podemos beber, comer, cinemar e poetar... Que tal? Sinta-se livre para fazê-lo, como eu me sinto em estar aqui/agora me pronunciando...

Grande beijo nocê...

Márcio Corrêa
Marciopress@yahoo.com.br

MárcioPress disse...

Tudo está em tudo!
Suados, deitamos a face sobre o limite da sacada e colhemos o pipocar sereno da garoa paulistana. Silentes, como que em estado de dicionário, nosso verbo curva-se reverente aos olhos que se vasculham, doce e convictamente. Eu não sou um homem de palavras. Tampouco um homem de ação! Eu curto os frêmitos do momento.Sintam, a chuva toca na chuva, a lágrima no suor, o suor que há de salgar a terra noutro suor. Eu não sou um homem de palavras. Quero apenas olhar-te e que teus olhos cubram-me como garoa fina, intermitente e bela.
Tudo está em tudo!


Márcio

MárcioPress disse...

Que loucura! Postei um texto para mim e saiu aqui também... Aliás, saiu aqui e não saiu lá! Alguém pode me explicar o acontecido?